Difícil explicar as sensações que nós, corinthianos apaixonados, estamos sentindo.

Tanto já se falou e se escreveu que há horas em que pensamos não haver mais nada a dizer.

Mas há.

A queda do Corinthians foi muito triste. Porque sempre queremos ver um GRANDE no topo.

A grandeza do Corinthians é inegável, uma grandeza que não se mede em títulos, vitórias, ter um estádio próprio. Uma grandeza que se conquistou e se mede pela paixão que desperta em seus ardorosos torcedores.

Ganhar e perder fazem parte do jogo. O que temos de aprender e não deixar mais acontecer são desmandos. Arrogância. Desviar da real finalidade.

Mas cair não é o fim do mundo. Agora parece fácil falar. Não é.

Porque em 02 de dezembro de 2007 tudo o que mais queria (e sei que milhões também assim se sentiam) era dormir e só acordar em 2009. O que teria sido uma pena. Porque teria perdido incríveis manifestações de massa, de amor incondicional.

Foi uma caminhada. Com alguns pedregulhos no meio do caminho. E fomos tirando um a um até atingirmos nosso principal objetivo.

Permanecer na aflição requer abnegação. Uma rima involuntária mas que demonstra o que foi ser corinthiano neste ano de 2008.

Não abandonamos. Nunca abandonaremos. Quando tudo está muito bom, tudo muito bem, ficar junto não requer tanto esforço. Mas é nos momentos de crise que se forja o homem.

Se perguntar a qualquer corinthiano, é claro que ele responderá que preferia que o Timão não tivesse caído.

Mas a queda aconteceu. E se isso não é necessário para que percebamos quem somos, às vezes é preciso porque em momentos de falsa e relativa calma não enxergamos o que realmente tem importância.

Ganhamos no campo, na bola. Lavamos nossa alma, resgatamos nossa dignidade.

E isso não tem nada de vergonhoso.

Comemorar o acesso é algo justo. Não se pode tirar o direito das pessoas de serem felizes.

Se é bom conquistarmos grandes coisas, reconhecer a beleza do que é simples possui um valor inestimável.

O Corinthians retorna ao lugar de onde jamais deveria ter saído. E pela porta da frente. De cabeça erguida.

Muitas pessoas fazem brincadeiras em torno do futebol. Faz parte. Mas menosprezar é atitude de pessoas com mentalidade estreita. Não se menospreza quem cumpre sua parte.

O fato de ser obrigação não significa que não mereça comemoração.

Porque existem maneiras e maneiras de se cumprir uma obrigação. E o Timão e a Fiel Torcida mostraram o que é encarar de peito aberto.

Não nos escondemos. E é isso que incomoda.

Não precisávamos, necessariamente, passar por essa fase. Mas passamos. E demos a volta por cima.

Porque existem os que caem e, de tão grande o tombo, não se levantam. Não conseguem superar o baque.

Nós conseguimos. Com o coração cheio de amor, fé, esperança. Com os pés no chão, a cabeça aberta e uma prioridade. Lutamos. Batalhamos. Chegamos lá.

Agora, queremos mais. Queremos o título. Porque quem sai na chuva é prá se queimar, como já diria o lendário Vicente Matheus. Então, façamos bem-feito. Não para nos gabar. Mas para aprendermos com os erros. E não mais cometê-los.

Essa é uma dor que cicatriza dia-a-dia. E que, no final, traz alívio. Redenção.

E por que não ficarmos contentes? Que raio de humanidade é essa a não permitir felicidade? A alegria de um povo.

É algo para não esquecer. Para lembrarmos com carinho das recordações boas. E trabalharmos sempre, com afinco, dedicação e seriedade, para deixarmos essa fase no passado e construirmos um futuro sólido.

CORINTHIANS ONTEM, HOJE E SEMPRE. EM QUALQUER LUGAR. EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA.

Só queremos que continue a ser… CORINTHIANS. Que não se desvirtue.

Estaremos sempre aqui. Para apoiar. E cobrar quando necessário.

E eu nem gosto deles, mas não posso deixar de mencionar o Flamengo, único que mostrou sua voz quando da queda. E que também se manifestou no último sábado. Pela solidariedade, tão difícil de se encontrar atualmente, um agradecimento.

CORINTHIANS MINHA VIDA, MINHA HISTÓRIA, MEU AMOR.