Há um notícia circulando na internet sobre o Peru perder as vagas a que tem direito na Libertadores, já que a federação daquele país sofreu algum tipo de ocupação e a Conmebol pretende puni-los.

A notícia efetivamente procede. Porém há uma prazo para regularização e, se ele não for cumprido, serão tomadas a providências necessárias.

O que realmente interessa é que há um boato forte de que uma das três vagas do Peru, se ele realmente for excluído, seria destinada ao país.

E aí começam as brigas, discussões, divagações e coisas que tais.

Primeiro, sou a favor das coisas feitas às claras e de forma correta.

A melhor saída seria os peruanos resolveram essa situação e tudo correr normalmente.

Só que acidentes de percurso podem ocorrer. E é aqui que entramos.

Tem muita gente de olho nessa vaga. O Fluminense porque é vice da Libertadores deste ano. E Internacional devido à Sul-Americana. E o Flamengo porque é o quinto do Brasileiro, Série A.

Flu e Inter, inclusive, enviaram representantes para o sorteio que ocorreu esta semana (sorteio ridículo, diga-se de passagem, já que muitos grupos ainda não se encontram completos), mostrando que estão dispostos.

O Flamengo é queridinho da CBF.

E, por fora, há o Corinthians. Sim, o Corinthians.

Ninguém do clube se manifestou. E tem muito torcedor, inclusive no site do Timão, que rejeita a possibilidafdes. Mas vamos aos fatos.

O Corinthians é o vice-campeão da Copa do Brasil, que é um torneio nacional. Se realmente sobrar uma vaga, o Timão tem tanto direito e condições quanto qualquer outro que citei.

Há muito torcedor reclamando, que isso seria um “atalho”, que devemos ganhar na bola, etc.

Mas se a escolha fosse a nosso favor, não seria demérito algum. Chegamos à uma final, infelizmente não vencemos, mas estivemos lá.

E entre um segundo lugar e um quinto (o posto do Flamengo na Série A), a escolha me parece óbvia.

De qualquer, a Débora Miranda teve uma idéia ótima. Por que não fazer um “mini-torneio” entre os times que pretendem a vaga? São quatro times. Que joguem e resolvam, na bola, quem será, se for o caso (que isso fique bem destacado), o representante.

Estou cansada de ler de próprios corinthianos falando de “janela do Mundial de 2000″, “que todos reclamam”, etc e tal.

Isso é bobagem. Se os rivais reclamam, azar o deles. Porque se o Vasco tivesse vencido, ele ostentaria orgulhoso o troféu.

Não existe lei nenhuma, seja de Deus ou dos homens, que diga que é preciso atravessar oceanos para ser campeão.

O Mundial/2000 é reconhecido pela Fifa, foi disputado por times de diversos continentes (e não com patrocínio de uma indústria automotiva) e o Corinthians participou não porque foi “escolhido”. Mas porque era o  campeão brasileiro à época.  Não teve janela nenhuma, nem maracutaia, nem nada disso. Se os outros times foram incompetentes e não se sagraram campeões do ano anterior, de novo, problema deles. Não podemos entrar no jogo dessa gente, de “torneio de férias” ou qualquer coisa que o valha.

Principalmente porque o Timão será, sim, campeão da Libertadores e nossos adversários sempre arranjarão uma desculpa. Porque ninguém se conforma do Corinthians ser o único time conhecido que ficou anos sem ganhar títulos e a torcida só crescia. Isso faz nascer inveja. E, contra esse sentimento daninho, temos de rezar, ser nós mesmos e não alimentá-lo.

Para os outros, nunca é por competência nossa. É porque “o juiz ajudou”, “teve sorte” e afins.

E o que importa o que pensam os outros?

Absolutamente nada. Nós nos bastamos.