Mais do que ser campeão, o Corinthians mostrou humildade e perseverança.

Consciente de suas limitações, mas também de seu potencial, o Corinthians, que durante a primeira fase do campeonato apresentou algumas deficiências, na fase decisiva foi mais Corinthians do que nunca, superando obstáculos (dentro e fora de campo), privilegiando suas qualidades e neutralizando as dos adversários.

Mostrou que é um time que merece respeito.

Os jogadores, com algumas poucas exceções, incorporaram o espírito alvinegro e mostraram capacidade de decidir.

Mais do que isso: que quando se tem vontade e se luta pelo que quer, o objetivo é alcançado.

A imagem do Pacaembu lotado, assistindo a uma final depois de mais de 50 anos (quando o campeão também foi o Timão) é algo que ficará gravado para sempre na memória.

O Corinthians é Fenomenal. Fenômeno Ronaldo.

Mas é também a segurança de Chicão. A tranquilidade de William.

A garra de Alessandro, Cristian e Elias.

A aplicação de Jorge Henrique.

O riso de Dentinho.

E até os instáveis André Santos e Douglas fizeram sua parte. O primeiro fez o gol de empate. O segundo ajudou a cadenciar o jogo na etapa final, desnorteando os santistas.

E é Mano Menezes. Equlibrado. Chamado de retranqueiro, mas que joga com três atacantes. Que tem idéias próprias, comete erros, mas não foge da raia.

O Corinthians é Felipe. Que amargou o descenso, cometeu falhas, inclusive em horas que não podia, mas nesta decisão cumpriu seu papel.

Todos nós merecemos essa conquista.

Invicta.

Defesa menos vazada do campeonato.

Um trabalho que começou a ser construído no pior momento da história corinthiana.

E que agora colhe os frutos deste trabalho digno, sério e competente. De pessoas que se esforçam.

De pessoas que entendem a grandeza de ser CORINTHIANS.